domingo, 25 de dezembro de 2011

Um ano chato subindo no telhado.

Postado por Fabiana Borges às 00:43 5 comentários

2011 foi um ano muito chato. 
Concordo com quem que nesse momento, pensou que isso é uma questão de fazer por merecer. Isso é lá uma grande verdade. Triste constatação no final das contas. Bem triste, pra não dizer outras coisas..
Mas além de um ano chato, 2011 foi o ano onde eu melhor pude perceber o quão importante é manter-se distante de quem não nos faz bem algum. Não fazer questão de gostar de algumas pessoas!  Sobretudo, essas que bastam em si mesmas. Sobretudo, as que são naturalmente egoístas.Essas que estufam o peito porque são livres, modernas e não devem nada a ninguém.Essas que fazem você até acreditar, de tão louco, que é preciso lutar e sofrer por atenção. Olha, antes eu tinha medo,  agora eu tô cagando pra todas elas. E é libertador...
2011 também foi um ano da contradição entre sentir falta de amar tanto e ao mesmo tempo sentir que ta bom assim,  que é necessária a trégua, um respiro. É que você passa anos da sua vida amando a mesma pessoa e quando já não ama mais e não ama ninguém mais , vem uma espécie de vazio na alma do tamanho do mundo.Louco não?! Talvez seja um traço comum naqueles que como eu, mesmo que o mundo diga  mil vezes não, ainda acredita no amor. 
E aí veio uma coisa medonha chamada maldade , pra ferrar 2011 de vez. Olha, eu  confesso que ainda me espanto ! Porque por mais que você  acredite já ter visto de tudo nessa vida, por mais que você pense que o ser humano já ultrapassou todos os limites da podridão e do mau caratismo,  sempre aparece alguém pra mostrar que pode ser ainda pior. E basta uma semente de maldade , umazinha sabe, e tudo sai do eixo, adoece...E pra que maldade mesmo? Na maior parte das vezes , por prazer. Ponto final.
Então, contra a maldade, eu sou do time que acredita em Deus.E 2011 foi isso. Um Deus nos acuda.
Mas nada de choro.Um chega pra lá no pessimismo. Até porque não se tem muita escolha e não se vive.
Todo ano é a continuação do outro, e me esforço em pensar que se nos apegarmos aos sentimentos que realmente importam, se formos de verdade, se tivermos fé ( ou sorte) , alguma coisa há de mudar pra melhor. Há de ser belo e realmente novo. Doce e reconfortante.Não porque mereço ( essa teoria já foi pro espaço ) , mas porque em algum lugar,  está escrito que assim será.




FELIZ 2012. De todas as maneiras. Pra todos nós.  

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Para quem nunca morreu de amor

Postado por Fabiana Borges às 11:59 1 comentários
Eu não sei que encanto profundo pode ter a vida pra quem nunca morreu de amor.
Sabe o tal “mal necessário"? É bem por aí...Se você nunca morreu de amor, então morra de inveja.Não estou falando de um drama mexicano ou algo que deixa a vida em ruínas. Quem disse que a dor não pode ter poesia?É visceral, arrebatador, quase um nó na alma. Olhos cheios d'água.Febre e desejo de eternidade.Eu duvido que pular de pára-quedas, mergulhar com tubarões ou subir ao pico da neblina, tenham a mesma emoção e complexidade. O mesmo risco e a mesma compensação.Eu duvido que todos os chocolates que você já comeu na vida, tenham o mesmo sabor daqueles que a gente come enquanto as horas passam arrastadas e o telefone não toca.A emoção da simplicidade. Aquele momento que podia apenas passar , mas fica encaixotado na memória de tesouros.E se você não viu estrelinhas, sequer a beleza do mundo numa só pessoa (que pode ser a mais idiota e a mais feia de todo planeta), não sabe o que está perdendo!Meus queridos, nenhum sentimento vem com o selo do "pra sempre", assim como nenhuma longa estrada é reta e portas não se abrem sem que você deseje imensamente que isso aconteça.O amor não é apenas o colorido que te enfeita ou te leva pra passear sem compromisso.Pra morrer de amor é preciso deslizar, equivocar-se, caminhar entre o sim e o não, não cumprir promessas, pedir perdão ou perdoar na mesma intensidade, dizer ”nunca mais “tendo a certeza que isso há de ser esquecido no próximo embate.Não morrer de amor é como ir ao cinema e não ver o filme, uma torta de chocolate sem cobertura. É como se o sentimento estivesse apenas do seu lado, e não dentro de você com todas as honras e todos os fardos que ele suporta ( e como suporta ! ).Você não pode desfilar pela vida sem entender a delícia de um arrebatamento. Pisar em ovos como se fosse o mais fraco dos mortais ou pular em terra firme como se o amor por si só, te fizesse capaz de enfrentar qualquer obstáculo.Não passe pela vida sem entender porque alguém pode chorar baixinho ou encolher o corpo num soluço como se aquilo fosse o fim do mundo, ou porque raios a gente pega todos os grandes sonhos que poderíamos compatilhar entre tantos outros, e entrega entre sorrisos e dores, a um só.Talvez você vibre porque não sabe o significado de uma tristeza de arrancar o fígado, esse horizonte perseguido pelo olhar perdido, as dúvidas, fantasmas atravancando o seu caminho.Talvez você veja graça no preto e branco, no cinza e na chuva fina.O seu inabalável universo de passos contidos.Mas existe uma alegria que parece a bateria de uma escola de samba plantada no coração. A incomparável ternura que é olhar alguém dormir como se tão quietinho, tão seu, tão juntos, nada pudesse vencê-los.A bem -vinda tempestade de beijos e abraços sem fim , e sexo , como se toda vez fosse sempra a última.Se você nunca morreu de amor, saiba que existe um lugar, diferente de todos os lugares, onde um vulcão e uma flor parecem feitos um para o outro. E ainda que não seja o paraíso, é sempre o melhor lugar do mundo...

domingo, 17 de julho de 2011

Tudo novo de novo..

Postado por Fabiana Borges às 17:49 1 comentários
É isso! O mesmo domínio, mas voltei pro Blogger e de novo visual.
Cansei de pagar hospedagem quando na verdade eu nem estava usando todos os recursos que isso possibilitava.
O importante são os textos.O resto eu nunca atualizava mesmo, sempre enrolava!

Bem vindos de volta..

O universo não conspira ao meu favor

Postado por Fabiana Borges às 17:37 0 comentários
É incrível o quanto parece que as coisas pra mim tendem ser sempre as mais sofridas e difíceis. E olha que estou tocando nesse assunto num momento de tristeza zero.
Estou sóbria de noites depressivas e gente me fazendo mal, mas é do alto dessa minha liberdade e com os pés no chão que percebo o quanto o universo não conspira ao meu favor.
Achei que amar muito fosse a solução e não foi.Que fazer o que eu gostava fosse a saída e não foi.Que ser eu o tempo todo fosse interessante e nunca, nunca foi.
Passei a vida sendo contemplada com coisas erradas na hora certa ou vice versa ou apostando em gente com o menor senso de gratidão e consideração do planeta.
Lutei, tive a maior fé em Deus, destruí e reconstrui teorias , me sabotei pra escrever alguma história que não fossem aquelas em que finais não significam finais - apenas recomeços. 
Passei anos  jurando que qualquer tragédia ou vazio significava aprendizado até descobrir a grande balela por trás disso.Nem todo fracasso te leva a um lugar mais bonito : as vezes morre na praia, e não serve pra absolutamente nada além de doer.
Tem sempre alguém me dizendo que passa .Tem sempre alguém me dizendo que a outra metade da laranja existe.Tem sempre alguém me consolando com a palavra 'merecimento', como se merecer fosse sinônimo de ser feliz.Eu sinto muito , mas entre merecer e ser feliz existe um abismo enorme, desses que Indiana Jones algum seria capaz de ultrapassar.
Se existe alguém capaz de desejar muito as coisas , esse alguém sou eu e se existe alguém capaz de perdê-las ou nunca tê-las, esse alguém também sou eu.Então, sugiro uma fogueira imensa com todos esses livros que dizem que desejar muito alguma coisa, significa consegui-la. 
Talvez seja mesmo discurso de perdedor. Mas se eu disser que sou feliz só pra não parecer pessimista , o que é mesmo que vai mudar? 
E prometo escrever algo me redimindo ,se amanhã as coisas começarem a ser diferentes...